Alice no País do Expressionismo Alemão
O Expressionismo Alemão foi um movimento cinematográfico revolucionário ocorrido na atual Alemanha, depois da barbárie da Primeira Guerra Mundial. Assustador. Renovador. Intelectual. Palavras que tentam expressar o turbilhão causado pelo surgimento de um filme, o estopim, pai de muitos outros: O Gabinete do Dr. Caligari!
Quando aquela história altamente psicológica, flertando com o sonho e a loucura, é lançada na tela, o mundo se curva para sua genialidade. (E se você, amigo, não consegue entendê-la, bem… Tente se colocar em 1920, vivendo num país onde impera a fome, o desemprego e o tio Hitler, que está logo ali! )
Arrisco a dizer que nunca antes todos os elementos da história estavam ali refletindo o estado de espírito de um povo. E da-lhe cenários retorcidos, pontiagudos, sombras e neblina.
(Sim, o filme inteiro. Somos muito legais!)
Te lembra alguma coisa? Pois bem, como todo marco no cinema, novos cineastas foram influenciados por esse movimento. Estéticamente, Tim Burton foi um deles.
Você talvez não se lembre, mas os primeiros filmes desse americano transitam entre o gótico, o estranho e o obscuro. Exemplos não faltam, mas o mais famoso deve ser mesmo o ótimo “Edward Mãos de Tesoura”.
E onde entra Alice nessa história toda? Bem, não entra. Os caolhos que conferiram o filme garantem que está tudo errado! Que Burton perdeu a mão, jogando os elementos do Expressionismo que o fizeram famoso para segundo plano, apostando numa narrativa fraca movida a boa produção de arte psicodélica. Quase um Crônicas de Nárnia depois de tomar uma dose fraca de LSD. Fora a fórmula já batida: “Vamos fazer uma história sombria, enfiar o Johnny Deep no meio, e torná-la mais sombria ainda! Sem esquecer a trilha do Danny Elfman!”
Que o futuro diga que estamos errados. Enquanto isso, confira grandes obras de Burton que deixam saudades, e guarde sua ida ao cinema para coisas melhores




maio 4, 2010 às 9:21 pm
“E onde entra Alice nessa história toda? Bem, não entra. Os caolhos que conferiram o filme garantem que está tudo errado!”
FATÃO! Alice muito propaganda pra pouco filme.. e tenho dito!
maio 5, 2010 às 9:35 pm
Defendo Burton…”Alice…” pode não ser o filme do ano em termos de estética e linguagem cinematográfica, como muitos esperavam, mas ainda assim é com certeza um filmão bacana de se ver, em 3D principalmente…mais tolerância!!! Vejamos outro gênio do cinema, por exemplo…Eisenstein…extremamente criticado justamente por “Intolerância” !
maio 6, 2010 às 8:53 pm
Intolerancia é do griffith
maio 5, 2010 às 9:53 pm
Eu não diria tolerância, somos muito tolerantes
E gostamos do Tim Burton! O que não gostamos é de ver filmes desleixados, pouco criativos, tomando o espaço de produções mais interessantes. Um lance a lá Robin Hood, sabe?
maio 6, 2010 às 12:10 am
Alice foi só mais uma promessa sensacionalista da mídia pra leva todo mundo pro cinema xD.
A maioria que eu conheço, inclusive eu achou o filme “qualquer coisa”.
maio 6, 2010 às 12:17 am
Nossa um filme de 5o minutos e pouco, pensei que o limite do youtube fosse 10 mintos :O
maio 6, 2010 às 4:43 am
Então Vinícius. O limite de 10 minutos existe, mas contas consideradas “premium” podem ultrapassá-lo. Para ser o tal “premium”, você precisa postar muitos vídeos e nunca ter recebido uma bronca do Youtube (como desrespeito aos direitos autorais). Daí, basta fazer uma solicitação no e-mail do sr. Google.
Enfim, são 50 minutos que valem a pena! Confira!
maio 6, 2010 às 1:29 pm
Faço as palavras de cinecaolho as minhas!
maio 10, 2010 às 8:09 pm
Acho um erro dizer que o filme foi baseado no livro de Lewis Carol
As duas obras só tem em comum os nomes dos personagens
A essência é totalmente diferente
Faço as palavras de cinecaolho as minhas! [2]
maio 31, 2010 às 6:42 pm
Alice é um filme com ótima fotografia e bons efeitos. Não dá pra dizer que é um filme qualquer coisa. O Gabinete do Dr. Caligari eu assisti em uma aula de cinema. É muito legal.
junho 3, 2010 às 4:28 am
Ao menos na versão 3D, acho não podemos falar de bons efeitos. Claro, eles foram caros, não são completamente ruins… Mas a experiência em #D exige um apuro técnico e de linguagem que Alice não tem.
Avatar não nos deixa mentir
maio 5, 2011 às 10:11 pm
vcs sao uns
fdp para de chinga o cine caraio fogo no cu